quinta-feira, 30 de agosto de 2018

A cultura Empreendedora



A IMPORTÂNCIA DA CULTURA EMPREENDEDORA NA EDUCAÇÃO



       A pratica educativa na sala de aula a partir de uma visão de empreendedorismo será significativa para atuação docente, incorporar conteúdo em seu plano de ensino e aplicar tendo em vista o fortalecimento do espírito crítico a formação dos educandos para o entendimento da importância do “jovem empreendedor” para atuar no mercado de trabalho, que a cada dia exige profissional competente e que seja polivalente naquilo que sabe fazer. 
E para o desenvolvimento de competências múltiplas acerca de um saber interdisciplinar as demais áreas do conhecimento, a escola como instância educativa e tendo como principal objetivo formar cidadão para o exercício da cidadania. Como bem frisa o Art. da LDB “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. (P.09)
Como destaca a lei, a educação não é só dever da escola como muitos pensam, mas prioritariamente nasce no berço familiar, sendo complementada na escola com um ensino sistematizado, onde o aluno possa ter uma aprendizagem significativa aos conhecimentos do currículo escolar, e também possa conhecer a cultura empreendedora em âmbito educativo na ação-reflexão-ação em processo da construção de saber, numa dinâmica da ‘cultura empreendedora’ para o alcance de progressivo grau de autonomia a produtividade e eficiência do pequeno empreendedor.  
A formação do sujeito tendo a primazia de uma cultura no eixo empreendedor requer mudanças também na formação de docentes que pensem e reflitam numa dimensão para o futuro de jovens e adultos empreendedores. A educação como parâmetro a prática empreendedora vem sendo rediscutida no Brasil, decorrendo com o um percentual menor em comparação aos demais países do mundo, assunto esse que vem sendo mecanismo gerador de discursão em diferentes campos: político, social, econômico e também no recinto universitário sendo debatido. (UNCTAD, 2011; LIMA et al, 2015ª)
A formação docente será de suma importância, para enriquecimento de sua aprendizagem, que não se finda com a graduação, mas é necessário continuar em pesquisas constantes possibilitando ensinar numa perspectiva inovadora as práticas pedagógicas em sala de aula. Portanto é importante que o professor seja o primeiro incentivador encorajando o aluno para que seu sonho persevere e caminhe em frente para o progresso de um jovem ou adulto empreendedor, e esse conhecimento aprendido pelos educandos se tornarão frutífero para sua vida em sociedade, e o papel do professor deve ser de estimulador para o desenvolvimento do aluno em criticidade de elaboração de projeto na escola visando a prática do pequeno empreendedor. “Uma educação empreendedora que permita que uma maior proporção do seu capital humano desenvolva o seu potencial empreendedor” (DOLABELA; FILION, 2013, p. 154). Nesse contexto pode se dizer que é de fundamental importância a aplicabilidade de uma educação empreendedora na escola, vindo assim subsidiar o aluno na preparação para o incremento de jovens criativos e proativos que sejam capazes de decidir e tomar suas próprias decisões concernente com aquilo que se deseja e espera conseguir em termos de assumir um compromisso tornando-se um empreendedor autônomo.
O conhecimento acerca da formação empreendedora deveria ser incluso nas disciplinas do currículo, e não apenas vista como uma disciplina ou um conhecimento a parte, não sendo integrada as áreas do conhecimento. Tschá e Cruz Neto (2014) expõem que a educação empreendedora não deve ser pensada num contexto diferente a uma disciplina isolada, mas que vise um conjunto de ações que possa ser desenvolvida pelo aluno sendo mediado pelo professor colaborador em sala de aula.
O professor assume papel importante na formação do sujeito, mas que atente para desafiar o aluno a nova aprendizagem não desenvolvida pelo aluno, o que deve interessar para o professor é o saber ainda não construído de forma sistemática pelo aluno, e a partir dessa visão diagnostica intervir de maneira mediática para que o aluno possa sanar sua dificuldade de aprendizagem. O processo de aprendizagem deve ser dado de forma diferenciada, e para que isso seja possível é preciso que a escola disponibilize ao professor os recursos necessários para a melhoria da qualidade educativa, contudo, sabe-se que as novas ferramentas tecnológicas são recursos facilitadores do ensino e aprendizagem, entendo por parte do educador e educando que “ensinar não é transferir conhecimentos, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou construção” (FREIRE, 2002, p.52).
Para a disseminação da cultura empreendedora e douradora na escola será interessante que a comunidade escolar possa através de oficio convidar pessoas que já são empreendedores autônomos ou profissionais da SEBRAE, ou até mesmo alguém da comunidade escolar, exemplificando um pai de aluno que a pouco tempo abriu seu próprio negócio, em posicionamento critico poderá abrir um leque de perguntas questionadoras feitas pelos alunos aos palestrantes em conversa dialógica, momento esse de aprendizagem e encorajamento aos alunos para a promoção de atitudes comportamentais ao pequeno empreendedor.
Com a demanda de desempregado no Brasil, vem aumentado a clientela para o empreendedor na geração de micro e pequena empresa, dando oportunidade aquele que deseja ocupar um cargo no setor trabalhista. Como enaltece Freire “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Em criticidade com o autor o sujeito é educado em meio as relações sociais que permeia o universo que o cerca.
A reflexão docente nas práxis pedagógicas para inserção da cultura empreendedora na sala de aula, deve ser pautada a princípio de recomendação pela Unesco a educação do século XXI, que são aprendizagens necessárias aos sujeitos em formação pensar criticamente os quatros pilares da educação também descrito por Dolores o aprender a conhecer, aprender fazer, aprender a conviver e aprender a ser.  Partindo dos quatro pilares importante a educação, cabe ao professor mediador criar novos espaços de aprendizagem onde o aluno possa pensar para o desenvolvimento de ações práticas a elaboração e apresentação de projeto a mudanças da educação empreendedora que permeia atualmente não somente no Brasil, mas em escala global em diversos países do mundo.
Todavia na escola se aprende muitas coisas a uma aprendizagem sistêmica de forma organizada e intencional, mas entendendo que fora dela em contexto social, político e cultural se aprende também muito para a vida em sociedade. Os saberes compartilhados a experiências dos alunos devem partir do conhecimento trazido por eles a priori.

Cabe a todos os professores a responsabilidade de fazer com que os alunos sejam estimulados a pensar e agir com uma mentalidade empreendedora. A sala de aula, cada vez mais, tem de se transformar em laboratório de conhecimento. O assunto empreendedorismo deve ser tratado em todos os cursos e em todos os níveis. (GUERRA; GRAZZIOTIN, 2010, p. 83).

Contudo será de fundamental importância que o professor em sua prática metodológica leve para o ambiente de aprendizagem novos conteúdos sobre conceituação sobre a educação empreendedora, exemplificando como acontece os primeiros passos na inserção do pequeno empreendedor a abertura do seu próprio negócio. Nesse sentido o professor deve estimular seus alunos a pensar criticamente para a ação do empreendedorismo, que está se aflorando nos diversos campos educativos.
E o melhor lugar para a disseminação do empreendedorismo é o espaço escolar, que deve ser alargado desde os anos finais do ensino fundamental caminhado até chegar o campo universitário, possibilitando aos alunos o protagonismo juvenil da cultura empreendedora que sem suma de dúvida é a melhor solução para a inserção social do jovem ou adulto que almeja mudança e sucesso. A necessidade de mudança de vida é o ponto crucial para que se trilhe o caminho do empreendedor.

REFERÊNCIAS

BRASIL. [Lei Darcy Ribeiro (1996)]. LDB: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional [recurso eletrônico]: Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. 9.ed. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2014.

DEGEN, R. J. O empreendedor: fundamentos da iniciativa empresarial. São Paulo:
McGraw-Hill, 1989.
DOLABELA, F.; FILION, L. J. Fazendo revolução no Brasil: a introdução da pedagogia empreendedora nos estágios iniciais da educação. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, v.3, n.2, p. 134-181, 2013.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
LIMA, E.; LOPES, R. M. A.; NASSIF, V. M. J.; SILVA, D. Oportunities to improve entrepreneurship education: contributions considering Brazilian Challenges. Journal of Small Business Management, v.53, n. 4, p. 1033–105, 2015a
MARTENS, C. D. P., FREITAS, H. Influência do ensino de empreendedorismo nas intenções de direcionamento profissional dos estudantes. Estudo & Debate, Lajeado, v. 15, p. 71-95,
2008.
TSCHÁ, E. R.; CRUZ NETO, G.G. Empreendendo colaborativa mente ideias, sonhos, vidas e carreiras: o caso das células empreendedoras. In: BECKER, A. R. Educação Empreendedora: a formação de futuros líderes. In: GIMENEZ, F. A. P. et. al. (org.) Educação para o empreendedorismo. Curitiba: Agência de Inovação da UFPR, 2014.


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