A IMPORTÂNCIA DA CULTURA EMPREENDEDORA NA EDUCAÇÃO
A pratica educativa na sala de aula a partir de uma visão de empreendedorismo será significativa para atuação docente, incorporar conteúdo em seu plano de ensino e aplicar tendo em vista o fortalecimento do espírito crítico a formação dos educandos para o entendimento da importância do “jovem empreendedor” para atuar no mercado de trabalho, que a cada dia exige profissional competente e que seja polivalente naquilo que sabe fazer.
E para o desenvolvimento de competências múltiplas
acerca de um saber interdisciplinar as demais áreas do conhecimento, a escola
como instância educativa e tendo como principal objetivo formar cidadão para o exercício da cidadania. Como bem frisa o Art.
2º da
LDB “A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de
liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno
desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação
para o trabalho”. (P.09)
Como destaca a lei, a educação não é só dever da
escola como muitos pensam, mas prioritariamente nasce no berço familiar, sendo
complementada na escola com um ensino sistematizado, onde o aluno possa ter uma
aprendizagem significativa aos conhecimentos do currículo escolar, e também
possa conhecer a cultura empreendedora em âmbito educativo na ação-reflexão-ação
em processo da construção de saber, numa dinâmica da ‘cultura empreendedora’ para o alcance de progressivo grau de
autonomia a produtividade e eficiência do pequeno empreendedor.
A formação do sujeito tendo a primazia de uma cultura
no eixo empreendedor requer mudanças também na formação de docentes que pensem
e reflitam numa dimensão para o futuro de jovens e adultos empreendedores. A
educação como parâmetro a prática empreendedora vem sendo rediscutida no Brasil,
decorrendo com o um percentual menor em comparação aos demais países do mundo,
assunto esse que vem sendo mecanismo gerador de discursão em diferentes campos:
político, social, econômico e também no recinto universitário sendo debatido.
(UNCTAD, 2011; LIMA et al, 2015ª)
A formação docente será de suma importância, para
enriquecimento de sua aprendizagem, que não se finda com a graduação, mas é
necessário continuar em pesquisas constantes possibilitando ensinar numa
perspectiva inovadora as práticas pedagógicas em sala de aula. Portanto é
importante que o professor seja o primeiro incentivador encorajando o aluno
para que seu sonho persevere e caminhe em frente para o progresso de um jovem
ou adulto empreendedor, e esse conhecimento aprendido pelos educandos se
tornarão frutífero para sua vida em sociedade, e o papel do professor deve ser
de estimulador para o desenvolvimento do aluno em criticidade de elaboração de
projeto na escola visando a prática do pequeno empreendedor. “Uma educação empreendedora que permita que uma maior
proporção do seu capital humano desenvolva o seu potencial empreendedor”
(DOLABELA; FILION, 2013, p. 154). Nesse contexto pode se dizer que é de
fundamental importância a aplicabilidade de uma educação empreendedora na
escola, vindo assim subsidiar o aluno na preparação para o incremento de jovens
criativos e proativos que sejam capazes de decidir e tomar suas próprias
decisões concernente com aquilo que se deseja e espera conseguir em termos de
assumir um compromisso tornando-se um empreendedor autônomo.
O conhecimento acerca da formação
empreendedora deveria ser incluso nas disciplinas do currículo, e não apenas
vista como uma disciplina ou um conhecimento a parte, não sendo integrada as
áreas do conhecimento. Tschá e Cruz Neto (2014) expõem que a educação
empreendedora não deve ser pensada num contexto diferente a uma disciplina
isolada, mas que vise um conjunto de ações que possa ser desenvolvida pelo
aluno sendo mediado pelo professor colaborador em sala de aula.
O professor assume papel importante na
formação do sujeito, mas que atente para desafiar o aluno a nova aprendizagem
não desenvolvida pelo aluno, o que deve interessar para o professor é o saber
ainda não construído de forma sistemática pelo aluno, e a partir dessa visão
diagnostica intervir de maneira mediática para que o aluno possa sanar sua
dificuldade de aprendizagem. O
processo de aprendizagem deve ser dado de forma diferenciada, e para que isso
seja possível é preciso que a escola disponibilize ao professor os recursos
necessários para a melhoria da qualidade educativa, contudo, sabe-se que as
novas ferramentas tecnológicas são recursos facilitadores do ensino e
aprendizagem, entendo por parte do educador e educando que “ensinar não é transferir conhecimentos,
mas criar as possibilidades para sua própria produção ou construção” (FREIRE,
2002, p.52).
Para a disseminação da cultura
empreendedora e douradora na escola será interessante que a comunidade escolar
possa através de oficio convidar pessoas que já são empreendedores autônomos ou
profissionais da SEBRAE, ou até mesmo alguém da comunidade escolar,
exemplificando um pai de aluno que a
pouco tempo abriu seu próprio negócio, em posicionamento critico poderá abrir
um leque de perguntas questionadoras feitas pelos alunos aos palestrantes em
conversa dialógica, momento esse de aprendizagem e encorajamento aos alunos
para a promoção de atitudes comportamentais ao pequeno empreendedor.
Com a demanda de desempregado no Brasil, vem
aumentado a clientela para o empreendedor na geração de micro e pequena
empresa, dando oportunidade aquele que deseja ocupar um cargo no setor
trabalhista. Como enaltece Freire “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si
mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Em criticidade
com o autor o sujeito é educado em meio as relações sociais que permeia o
universo que o cerca.
A reflexão docente nas práxis pedagógicas
para inserção da cultura empreendedora na sala de aula, deve ser pautada a
princípio de recomendação pela Unesco a educação do século XXI, que são
aprendizagens necessárias aos sujeitos em formação pensar criticamente os
quatros pilares da educação também descrito por Dolores o aprender a
conhecer, aprender fazer, aprender a conviver e aprender a ser. Partindo dos quatro pilares importante a
educação, cabe ao professor mediador criar novos espaços de aprendizagem onde o
aluno possa pensar para o desenvolvimento de ações práticas a elaboração e
apresentação de projeto a mudanças da educação empreendedora que permeia
atualmente não somente no Brasil, mas em escala global em diversos países do mundo.
Todavia na escola se aprende muitas coisas
a uma aprendizagem sistêmica de forma organizada e intencional, mas entendendo
que fora dela em contexto social, político e cultural se aprende também muito
para a vida em sociedade. Os saberes compartilhados a experiências dos alunos
devem partir do conhecimento trazido por eles a priori.
Cabe a todos os professores a
responsabilidade de fazer com que os alunos sejam estimulados a pensar e agir
com uma mentalidade empreendedora. A sala de aula, cada vez mais, tem de se
transformar em laboratório de conhecimento. O assunto empreendedorismo deve ser
tratado em todos os cursos e em todos os níveis. (GUERRA; GRAZZIOTIN, 2010, p.
83).
Contudo será de fundamental importância
que o professor em sua prática metodológica leve para o ambiente de
aprendizagem novos conteúdos sobre conceituação sobre a educação empreendedora,
exemplificando como acontece os primeiros passos na inserção do pequeno
empreendedor a abertura do seu próprio negócio. Nesse sentido o professor deve
estimular seus alunos a pensar criticamente para a ação do empreendedorismo,
que está se aflorando nos diversos campos educativos.
E o melhor lugar para a disseminação do
empreendedorismo é o espaço escolar, que deve ser alargado desde os anos finais
do ensino fundamental caminhado até chegar o campo universitário,
possibilitando aos alunos o protagonismo juvenil da cultura empreendedora que
sem suma de dúvida é a melhor solução para a inserção social do jovem ou adulto
que almeja mudança e sucesso. A necessidade de mudança de vida é o ponto
crucial para que se trilhe o caminho do empreendedor.
REFERÊNCIAS
BRASIL. [Lei Darcy
Ribeiro (1996)]. LDB: Lei de Diretrizes
e Bases da Educação Nacional [recurso eletrônico]: Lei nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
9.ed. – Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2014.
DEGEN, R. J. O
empreendedor: fundamentos da
iniciativa empresarial. São Paulo:
McGraw-Hill,
1989.
DOLABELA,
F.; FILION, L. J. Fazendo revolução no Brasil: a introdução da pedagogia
empreendedora nos estágios iniciais da educação. Revista de Empreendedorismo
e Gestão de Pequenas Empresas, v.3, n.2, p. 134-181, 2013.
FREIRE, P. Pedagogia da
autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra,
2002.
LIMA,
E.; LOPES, R. M. A.; NASSIF, V. M. J.; SILVA, D. Oportunities to improve
entrepreneurship education: contributions considering Brazilian Challenges. Journal
of Small Business Management, v.53, n. 4, p. 1033–105, 2015a
MARTENS, C. D. P.,
FREITAS, H. Influência do ensino de
empreendedorismo nas intenções de direcionamento profissional dos estudantes.
Estudo & Debate, Lajeado, v.
15, p. 71-95,
2008.
TSCHÁ, E. R.; CRUZ NETO, G.G. Empreendendo colaborativa mente
ideias, sonhos, vidas e carreiras: o caso das células empreendedoras. In:
BECKER, A. R. Educação Empreendedora: a formação de futuros líderes. In:
GIMENEZ, F. A. P. et. al. (org.) Educação para o empreendedorismo.
Curitiba: Agência de Inovação da UFPR, 2014.

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